segunda-feira, 23 de abril de 2012

"Deus frequentemente envolve seus tesouros em embalagens de estopa"


Bom dia na Paz do no Senhor Jesus Cristo,

"Deus frequentemente envolve seus tesouros em embalagens de estopa"

O autor Mike Murdock, com certeza, como sempre inspirado por Deus ao escrever esta frase nos revela o cuidado que devemos ter ao lidar com todas as pessoas e nunca menosprezar a ninguém, afinal se o próprio JESUS lavou os pés dos seus discípulos, podemos querer maior exemplo?

Deus lhe conceda sabedoria!!!
Elizeu França

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Estaremos Postando uma Série de Características do Caráter do líder que Deus Usa:
A liderança exige seguidores de confiança. A fé, no bom juízo e visão do cabeça de uma organização, durará somente enquanto o líder estiver dando à seus seguidores razões para nele confiar. A confiança tem suas raízes no caráter. É por isso que o caráter é central na liderança efetiva.

Os líderes que apresentam os mais nobres traços de caráter não precisam se manter no poder por força bruta ou engano.

Stephen Covey escreveu em seu bestseller, The Seven Habits of Highly Effictive People, que a liderança e o gerenciamento são duas funções distintas. O gerenciamento preocupa-se com o controle, a eficiência e as regras, enquanto que a liderança deve se preocupar com a direção, o propósito e o sentimento familiar.
A liderança sugere seguidores voluntários, ao passo que, o gerenciamento, muitas vezes, exige a obrigação e o dever.

O cabeça da companhia pode ser considerado um bom gerente se ele toma decisões que aumentarão a rentabilidade da organização. A liderança deve ter uma visão maior, direcionada ao bem-estar, a longo prazo, de todas as pessoas beneficiadas pela organização. O gerenciamento preocupa-se com a qualidade do produto e seu bom nome, enquanto que, a liderança olha, em primeiro lugar, para a justificativa moral da fabricação do produto. "Gerenciamento é fazer as coisas de uma forma correta. Liderança é fazer as coisas corretas. Gerenciamento é eficiência subindo a escada do sucesso; liderança determina se a escada está posta contra a parede certa".

O autor de Hebreus refere-se a liderança quando ele exorta seus leitores: "Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo" (Hb 13.17). Um líder tem seu olho no Dia do Juízo, quando seus seguidores louvarão a Deus por ele, ou o condenarão por ter colocado pedras de tropeço no caminho deles. Os traços do caráter, que seguem abaixo, são seguros, à toda prova, no que diz respeito a um homem que é usado por Deus.


1ª Característica - Santidade


Próxima Postagem...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Jovem Herói - RJ 
Jovem que defendeu mendigo deixa CTI após cirurgia

Vítor Suarez Cunha, 21 anos, que foi espancado na tarde da última quinta-feira ao defender um mendigo na Ilha do Governador (RJ), deixou na tarde desta segunda o Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Santa Maria Madalena. De acordo com o cirurgião especialista em traumatologia bucomaxilofacial Leonardo Peral, o jovem já está no quarto, depois de passar dois dias no CTI. "Fizemos a cirurgia que durou quatro horas no sábado e ontem removemos o dreno. Ele está bem", disse o médico.
Segundo Peral, a preocupação dos médicos é com o olho direito de Vítor. "Por causa do trauma na região, a movimentação ainda não se restaurou. Estamos esperando diminuir o edema, mas não há risco de ele ficar cego", disse o especialista.
A previsão é que o estudante receba alta na tarde desta quarta-feira. Vítor passou por uma intervenção cirúrgica para receber oito placas de titânio, 63 parafusos e três membranas protetoras, além de enxerto ósseo.
O jovem foi espancado na madrugada da última quinta-feira, na praia da Bica, na Ilha do Governador. Segundo o delegado que investiga o caso, Deoclécio Filho, titular da 37ª DP, Vítor tentou defender um mendigo de um grupo de pelo menos quatro homens que o importunavam. O jovem levou chutes no rosto e teve afundamento na testa e na região dos olhos.
Conforme a Polícia Civil, dois supostos agressores foram presos na sexta; o terceiro, Rafael Zanini, se entregou ontem à polícia; e um quarto suspeito já foi identificado. Eles serão indiciados por tentativa de homicídio.

Se existissem mais pessoas sensíveis ao sofrimento alheio, o mundo não estaria assim.

"Se houvesse mais sal neste mundo, ele estaria em menos decomposição"

Elizeu França - Servo do Deus que tudo pode !!!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A HISTÓRIA DO POVO HEBREU

 
        O povo hebreu possui uma trajetória de vida particular e muitas vezes, ligada pela guerra. A Bíblia, principal fonte de informações sobre o povo hebreu, contém narrações heróicas sobre batalhas, grandes feitos de reis e líderes, derrotas ocasionadas pela desobediência de leis e vitórias que foram obtidas com o auxílio de seu Deus, Iahweh, o Senhor dos Exércitos. O Pentateuco, conjunto dos cinco primeiros livros da Bíblia (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) , é onde se encontram os primeiros passos da trajetória do povo hebreu no mundo antigo. Nestes livros encontramos a história do começo dos povos, a eleição de um povo escolhido por Deus, o hebreu,  a promessa que Deus daria uma terra especial para este povo e as leis que o hebreu deveria seguir para prosperar.
        Os patriarcas, chefes de família, foram os personagens principais no começo da história hebraica.  É com eles e por intermédio deles que Deus fala com o povo, e é para eles que se dirigem as primeiras promessas. A promessa que dá sentido a história hebraica é feita para Abraão e seus descendentes: "Iahweh disse a Abrão: Sai da tua terra e da  tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei. Eu farei de ti um grande povo, eu te abençoarei, engrandecerei teu nome; sê uma benção!" (Deuteronômio 12:1). É essa promessa que move grande parte da história dos hebreus. Para conquistar esta terra, o hebreu teria que lutar e para vencer as batalhas, ele deveria obedecer fielmente as leis que o Senhor lhe ordenará.
As leis de conduta do povo hebreu se encontram descritas no Livro de Levítico e são narradas novamente no Livro de Deuteronômio. As mais importantes utilizadas neste estudo, estão no Deuteronômio, no capítulo 20 e são as leis acerca da guerra. Nelas encontramos os passos da guerra, quem deveria guerrear e que postura deveria ser tomada com os diferentes povos envolvidos nas batalhas. Estas leis são importantes, pois o tema deste estudo é a guerra entre hebreus e cananeus pela conquista da Terra Prometida, Canaã, atual Palestina. Canaã começa a ser conquistada por Josué, um líder e general que sucedeu Moisés. Moisés é um personagem importante na história hebraica, pois foi  libertador e legislador  do povo hebreu. Foi na liderança de Moisés que os hebreus chegaram até as fronteiras da Terra Prometida, cabia a Josué fazer com que o povo entrasse nesta terra. O local já estava ocupado por outro povo, os cananeus, e para conquistar a terra, os hebreus teriam que lutar.







quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

SINAIS DO VERDADEIRO SALVO
As coisas de Deus são claras e evidentes. Nós cristãos pregamos a salvação em Cristo e cremos que esta salvação se torna real na vida daqueles que a recebem. Agrupamos, aqui, alguns textos que mostram isto.

O verdadeiro salvo tem convicção absoluta da sua salvação, sente-se seguro, entende que o pacto que Deus fez com ele é para sempre. Como afirmou o apóstolo Paulo em Romanos 8.19: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”.

O verdadeiro salvo sente amor pelos irmãos. I João 3.14: “Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte”.

O verdadeiro salvo está sempre anunciando o Evangelho. Foi isto o que aconteceu com aqueles que foram expulsos de vários lugares na perseguição movida pelos romanos. Vemos esta evidência em Atos 8.4: “Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra”.

O verdadeiro salvo não tem medo da morte, conforme Hebreus 2.14,15: “Porque não foi aos anjos que sujeitou o mundo futuro, de que falamos. E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão”.

O verdadeiro salvo não se deixa angustiar, nem desanimar, nem fica desamparado, nem é destruído. Você crê nisto? Tem de crer, porque está escrito na Palavra de Deus em 2 Coríntios 4.8,9: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos”.

O verdadeiro salvo ama a verdade, mesmo que essa verdade seja difícil de ser aceita. O verdadeiro salvo enfrenta as idéias falsas da maioria e fica com a Bíblia. Veja o que disse o apóstolo sobre este assunto: 2 Tessalonicenses 2.7-11: “Porque já o mistério da injustiça opera. Somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado. E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda. A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira”. Observe que é o próprio Deus que envia a operação do erro para aqueles que não amam a verdade.


O verdadeiro salvo abandona tudo o que é errado e falso e passa a viver uma nova vida em Cristo. Existem muitos que empreendem um esforço sobre humano para se tornarem ascéticos, livres de todos os erros. Mas isto é algo do homem, da terra, é algo puramente religioso. A mudança na vida do verdadeiro salvo tem que ser sobrenatural, tem que ser realmente espiritual, como diz 2 Coríntios 5.17: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

Para o verdadeiro salvo Jesus se manifesta de maneira especial. Isto está prometido pelo próprio Jesus em João 14.21: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama. E aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”.

No verdadeiro salvo o Espírito Santo habita em plenitude e o corpo está morto por causa do pecado. As solicitações da carne não existem mais. Sua vida está toda voltada para as coisas de Deus. O verdadeiro salvo não olha para o mundo, seus pecados, seus vícios e suas solicitações e diz: “Eu quero tudo isto e quero o céu também”. Veja o que diz Romanos 8.9,10: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça”.

O verdadeiro salvo retém o Evangelho anunciado na Bíblia e pelos apóstolos e profetas de Deus. I Coríntios 15.1,2: “Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado. O qual também recebestes, e no qual também permaneceis. Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão”.

O verdadeiro salvo busca as coisas que são de cima, não as que são aqui na terra. Como se diz em linguagem moderna – está sempre antenado com o céu. Como estava Daniel sempre ligado com o templo. A palavra de Deus diz que Daniel, “quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer”. Daniel 6.10. Em Colossenses 3.1 o escritor sagrado coloca isto como uma condição do verdadeiramente salvo: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus”.

Bem, existem outros itens semelhantes a estes que apresentamos que mostram os sinais, as marcas, as evidências, as características de um verdadeiro salvo. Esses itens estão na Bíblia. Qualquer outra marca que não seja bíblica, não é digna de confiança.
Elizeu França,
A Tua graça me basta Senhor!!!


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Filhos Desviados. O que fazer?

1) O que os pais devem fazer quando os filhos se desviam do Evangelho? Geralmente os pais ficam histéricos, desesperados. Qual é a maneira certa de agir?

Depende muito da idade dos filhos. Se eles ainda estão em idade que devem submissão aos pais, os pais devem exercer autoridade e colocar limites. Quando os filhos já têm idade para assumir responsabilidade sobre si mesmo, a atitude dos pais deve ser a mesma que Pedro ensina às esposas em I Pedro 3.1-3 - calar - há poder no silêncio de pais fiéis a Deus.

2) Como se prevenir para que isso não aconteça e manter o filho dentro da igreja?


Só amar os filhos não basta. As mães dos marginais que estão nos presídios os amam profundamente. Os visitam e ficam desesperadas a cada motim, querendo notícias suas.
É preciso educar os filhos. Educar no temor do Senhor, em submissão, no ensino da Palavra, gastando tempo com eles, discipulando, conversando, brincando e se divertindo e permitindo que a criança viva todas as fases da vida, desde a meninice até a juventude em plenitude, de forma saudável e feliz. Sem imposições ou extremos.

3) Os pais geralmente estão muito preocupados o que eles vão ser quando crescer. E a parte espiritual, eles têm sabido cuidar dessa parte?


Existem dois extremos perigosos. Alguns pais vivem ocupados demais com igreja, trabalho e os próprios interesses, assim, não gastam tempo com os filhos. Outros, obrigam os filhos a serem crentes a todo custo, querendo que os filhos sejam "santos" antes da hora ou exigem uma santidade que eles não possuem. Pais saudáveis produzem filhos saudáveis.
4) A igreja e os pais tem sua parcela de culpa quando um jovem se desvia?


Nem sempre. E claro que todos os pais se culpam quando um filho se desvia, mas conversão é uma decisão pessoal. Ë possível fazer tudo certo e mesmo assim o filho se desviar.

5) Alguns pais tem costume de largar os filhos na igreja, transferindo sua responsabilidade de educar. Isso é correto?

De jeito algum. A responsabilidade de educar os filhos é primariamente dos pais.
Fonte: Dr. Silmar Coelho

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Queria Tanto Conversar Com Papai!
Gostaria muito de bater um papo com meu pai, mas ele anda tão ocupado. Mesmo quando ele chega em casa, seu cansaço é por mais visível; não me atrevo a chegar perto dele para falar nada; ainda mais, quando aquela ruga no meio da sua testa aparece, sinalizando que algo vai mal. Nestes momentos me mantenho a uma distância segura. Não tenho coragem de perguntar o que está acontecendo; embora eu ache que já sou grande o bastante para participar das decisões da minha família. Quem sabe, poderia eu ajudá-lo de alguma maneira?


Às vezes fico com a impressão de que eu sou o problema. Tenho feito de tudo para que ele sinta orgulho de mim; mas parece não notar e se nota nada fala; talvez para não dar o braço a torcer, manter a autoridade e não deixar acabar o respeito. Deve ser porque ele acha que assim produzo mais e serei mais homem. Sei que meu pai me ama; no entanto, ele nunca diz nada ou faz um gesto para demonstrar seu amor. Eu sinto orgulho dele, mas como ele, me silencio. Papai é um homem bom e trabalhador. Sua vida tem sido dedicada a família; ele ama a Deus e a mamãe profundamente.

Gostava mais do tempo quando eu era criança. Meu pai me dava mais atenção e brincava comigo freqüentemente. Sinto saudades daqueles dias. Naquela época, ele não ficava tanto tempo no trabalho e nem tinha tantas responsabilidades na igreja. Há um dia em especial que jamais esquecerei. Foi o dia no qual papai se tornou meu herói. Eu tinha uns seis anos.

Papai havia me presenteado com algumas bolinhas de gude. Não vendo a hora de revelar minhas habilidades com as bolinhas, fui para frente da igreja, onde havia um terreno vazio. Lá, a garotada apostava, jogando bolinha a valer. A criançada vibrou quando me viu chegar com o bolso cheio de bolinhas novinhas. Eles iriam se esbaldar; eu seria o “pato” da hora. Com apenas algumas jogadas os meninos maiores, sem dó nem piedade, me deixaram completamente “limpo”. Todas as minhas reluzentes bolinhas mudaram de dono rapidamente. Como o jogo era a “vera”, não havia nada que eu poderia fazer, a não ser me lamentar. Foi aí que papai chegou.

Na mesma hora, ele indagou o que estava acontecendo; pois notara a minha cara de choro. A princípio, com um jeito gentil e educado, ele pediu aos meninos que devolvessem as minhas bolinhas. Os garotos argumentaram que eu sabia que o jogo era pra valer; eles ganharam as bolinhas justamente. Papai respondeu que eu era muito pequeno e que não sabia o que estava fazendo. Além disto, eles haviam aproveitado da minha inocência, pouca idade, e falta de destreza com as bolinhas para ganhá-las de mim. Os jogadores ficaram impassíveis. Ninguém estava disposto a devolver as minhas valiosas bolinhas; elas eram toda a minha fortuna. Então, meu pai sentenciou: “Se é justo vocês jogarem com meu filho, que é bem menor do que vocês, então será justo que eu também jogue contra vocês; me vendam algumas bolinhas e vamos reiniciar o jogo”.

Antevendo um bom negócio, imediatamente os meninos venderam algumas bolinhas para papai; meu pai seria o próximo “pato”. Logo eles iriam recuperar as bolinhas e ainda ganhariam algum dinheiro. Fiquei de lado extasiado e feliz com a atitude de papai. Enquanto papai arregaçava as mangas da camisa, os meninos se entreolharam marotos. Iniciando o jogo, alguém gritou rapidamente, “marraio!” Com esta palavra, o esperto portador da voz desconhecida seria o último a jogar a bolinha em direção ao risco, o que lhe daria uma certa vantagem ao tirar o ponto para começar o jogo. Aquele foi o jogo mais espetacular que assisti em toda a minha vida. Uma a uma, as bolinhas eram atingidas por meu pai em “buscadas” certeiras. Eu, e os antes, impiedosos jogadores, mal podíamos acreditar no que estava acontecendo. Os meninos foram se rendendo a habilidade de papai; perderam todas as bolinhas. Uma lata cheia me foi entregue por papai. Abracei a lata de Neston, que eu mal podia carregar por causa do peso, tal era a quantidade de bolinhas. Olhei para os meninos com ar triunfante; agarrei a mão que papai me estendia e voltei para casa me sentindo o mais feliz dos mortais. Ainda hoje, quando me lembro dos olhares derrotados e maravilhados dos garotos, sinto um enorme orgulho de papai; mas mesmo assim algumas coisas teimosamente me incomodam.

Por que não consigo dizer para o meu pai o que sinto a respeito dele? Por que os pais têm tempo de passear com os filhos enquanto eles são pequenos e estão tão ocupados quando eles se tornam jovens? Por que não dá mais para segurar a mão de papai e caminhar ao seu lado como naquele extraordinário dia do jogo de bolinhas? Por que com o tempo os pais perdem a alegria e deixam de brincar com os filhos? Por que é tão difícil conversar com papai e somente trocamos algumas sílabas a cada semana? Porque papai ficou tão sério e arredio? Por que nossos assuntos se tornaram por demais diferentes e controversos? Por que ao invés de me defender, como antes, papai me culpa por tudo e me dá tanta bronca como se eu quisesse errar de propósito? Por que os mais velhos não vêem espiritualidade no riso e nas brincadeiras? Gostaria tanto de entender papai e conversar um pouquinho com ele.

Bem que Deus poderia me fazer entender todas estas coisas. Deus bem que poderia me emprestar meu pai pelo menos por um domingo. Assim poderíamos freqüentar os lugares da minha infância. Comer cachorro quente e pipoca; remar um barco e andar de bicicleta; chutar uma bola e mergulhar num rio; soltar pipa e subir numa árvore. Eu poderia então correr para os braços fortes de papai; ele me rodaria no ar até eu ficar tonto; nossas risadas gostosas se casariam uma a outra, e eu beijaria seu rosto, mesmo sendo arranhando por sua barba. Que tempo bom foi aquele; nos divertíamos a valer. Pena que tudo isto se acabou! Naquela época nós éramos realmente felizes! Papai era bem mais meu e eu não o dividia com ninguém.

Dr. Silmar Coelho